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ENDODONTIA MECANIZADA: INSTRUMENTOS ROTATÓRIOS E RECIPROCANTES

Atualizado: 28 de dez. de 2023

MECHANIZED ENDODONTICS: ROTARY AND RECIPROCATING INSTRUMENTS





Como citar esse artigo:


CARONI, Heloisa Leone; SANTOS, Jhonatan de Souza; MARQUES, Simone Barone Salgado. Endodontia mecanizada: instrumentos rotatórios e reciprocantes. Revista QUALYACADEMICS. Editora UNISV; v.3, n.1. 2023 p. 05-24. ISBN 978-65-85898-00-3 | D.O.I.: doi.org/10.59283/ebk-978-65-85898-00-3


Autores:


Heloisa Leone Caroni

Discente em Odontologia pelo Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos - contato: heloisa.caroni@sou.unifeb.edu.br.


Jhonatan de Souza Santos

Discente em Odontologia pelo Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos - Contato: jhonatanstz1@gmail.com.


Simone Barone Salgado Marques

Mestrado e Doutorado em Microbiologia pela Unesp de Jaboticabal, Especialista em Endodontia, Bacharel em Odontologia pelo Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos, Bacharel em Farmácia pelo Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos - Contato: simone.marques@unifeb.edu.br.



RESUMO


A odontologia contemporânea beneficia-se significativamente do emprego de instrumentos rotatórios e reciprocantes, ferramentas que potencializam a eficiência e precisão nos tratamentos. Estes instrumentos operam via motores especializados: enquanto as limas rotatórias executam rotações completas de 360° no sentido horário, as reciprocantes oscilam entre movimentos horários e anti-horários. A implementação destas técnicas marcou uma revolução na prática odontológica, evidenciando ganhos em agilidade e minimização de erros. Este estudo de revisão, por meio da literatura disponível sobre o tema apresentada em periódicos acadêmicos indexados, propõe um breve mapeamento da trajetória histórica das limas endodônticas, desde sua concepção em 1838 até as inovações contemporâneas, focando particularmente na incorporação de ligas de níquel-titânio. A pesquisa destaca a necessidade de padronização rigorosa na confecção destes instrumentos e sublinha como os avanços nas limas rotatórias e reciprocantes têm atenuado problemas antigos, como a propensão à fratura das ferramentas, assegurando procedimentos endodônticos mais seguros. Por meio do estudo foi possível verificar uma perspectiva ampla sobre as transformações e melhorias no segmento endodôntico, reiterando sua relevância na prática clínica moderna.


Palavras-chave: Reciprocante; Instrumentos rotatórios; Endodontia; mecanizada.



ABSTRACT


Currently, the use of rotating and reciprocating instruments in dentistry is essential due to the agility and ease that these techniques provide. Rotary and reciprocating files are driven by motors with specific programs, with the former performing continuous 360° clockwise movements, while the latter combine clockwise and counterclockwise movements. The introduction of these instruments revolutionized clinical practice, optimizing time and reducing iatrogenesis, making them indispensable for dental surgeons. This work, in turn, aims to carry out a literature review and trace the history of the evolution of endodontic files over time. From its beginnings in 1838 with the initial design of endodontic files to more recent developments involving the use of nickel-titanium alloys, the importance of standardization in the production of these instruments stands out. Furthermore, the work mentions how the introduction of rotating and reciprocating files contributed to reducing instrument fatigue and minimizing accidents, such as file fractures, during root canal treatment procedures. Overall, the research offers a comprehensive view of the evolution of practices and technologies in the field of endodontics, highlighting their positive impact on the field.


Keywords: Reciprocal; Roraty instruments; Mechanized endodontics.


1. INTRODUÇÃO


Em 1838 a endodontia iniciou-se com o projeto de lima endodôntica, sendo criada por Edwin Maynard. Por meio de uma superfície de mola de um relógio recortado com utilização manual, realizava-se a retirada da polpa e de detritos interno dos dentes e, com o passar dos anos, foi aprimorado e uniformizado a fabricação das limas. Logo após, no século XX deu-se início as produções em série, que começaram com a empresa Kerr Manufacturing Co, onde, eram fabricadas com o material de aço carbono, com torções nas hastes, e assim nominadas como limas do tipo K (SALDANHA, 2019).


Cada fabricante tinha seu próprio modelo de produção, principalmente em relação aos tamanhos e a parte geométrica de cada lima. Com a Segunda Conferência Internacional de Endodontia, foi mostrado uma sugestão para padronizar o formato de produção dos instrumentais endodônticos. Eles deviam aderir a uma conicidade de 2% e um tamanho fixo. Além de tudo, foi sugerido que normas fossem empregadas com base no sistema métrico para melhorias do diâmetro, em relação a ponta de um instrumento para o outro, usando também uma regra de cores que facilita a seleção desses. Esta sugestão, depois de revisada, foi aceita e colocada em funcionamento em 1965 (SALDANHA,2019; VENTURINI et al., 2021).


Embora com o passar dos anos, o design das limas endodônticas não sofreu alterações significantes, contudo, com a melhoria nos estudos e avanços tecnológicos foram implementadas algumas modificações nos projetos de fabricação, como exemplo, conicidade acima de 2%. Porém, com a ampliação do mercado consumidor, foram desenvolvidas limas com conicidade igual a 12%, e assim deram início a comercialização de ambas e outros designs além do estilo. Ademais as características físicas, as limas sofreram modificações em sua composição, onde as ligas de aço de carbono foram substituídas por ligas de aço inoxidável. Devido ao alto teor de crômio presente nas ligas de aço inoxidável o material é altamente resistente à corrosão, sendo um ponto de extrema relevância, já que os instrumentos são expostos a ambientes úmidos durante sua utilização. Apesar da resistência a deterioração, as limas fabricadas em aço inoxidável são rígidas e pouco flexíveis, podendo causar obstáculos durante os tratamentos, como perfurações, desvios, transportes apicais ou fratura do instrumento. Caso um desses inconvenientes aconteça, alterações da morfologia original dos canais radiculares podem ocorrer, o que faz uma violação de um dos princípios do procedimento endodôntico. Para solucionar os importunos inerentes a alta rigidez dos instrumentos confeccionados com as ligas de aço inoxidável, alterações em sua composição foram efetuadas, sendo utilizado ligas de níquel-titânico (NiTi) na fabricação das limas endodônticas. As propriedades dessa liga, conferem aos instrumentos uma grande flexibilidade, fazendo com que se adaptem com mais facilidade à anatomia dos canais (SALDANHA, 2019; DOS SANTOS et al., 2018).


A endodontia é a especialidade na odontologia que prepara biomecanicamente os canais radiculares e suas ramificações através de instrumentação mecânica e irrigação com soluções bactericidas e/ou bacteriostáticas a fim da remoção dos microrganismos presentes. Alguns desses preparos tem muita dificuldade na sua instrumentação por variações anatômicas. como canais com curvatura acentuada, espessura da luz do canal, entre outras. Com o emprego de limas rotatórias ou reciprocantes de uso único acionadas em motores com programações específicas para cada sistema, com velocidade de rotação e torque personalizados o tempo de preparo mecânico diminui e é facilitado (AQUINO, et al., 2015, MACHADO, et al., 2012).


Segundo Elnaghy (2020) as limas rotatórias e reciprocrantes foram criadas com a finalidade de diminuir a fadiga dos instrumentos utilizados no preparo biomecânico e consequentemente minimizar a incidência de acidentes como a fratura das limas nos sistemas de canais radiculares. As limas de sistema rotatórios e reciprocantes confeccionadas com a liga metálica de níquel titânio foram desenvolvidas nos Estados Unidos da América para um programa espacial em 1963, e utilizada na odontologia em 1971 por Andreasen e Hellman, na manufatura de fios ortodônticos, devido ao seu baixo módulo de elasticidade, efeito de memória de forma e superflexibilidade. A partir disso a produção desses instrumentos se desenvolveu, sendo, portanto, fabricados por usinagem com processos que propiciaram mudanças significativas na configuração da parte ativa, variações no ângulo helicoidal e ângulo de corte e diferentes aumentos na conicidade dentro o mesmo instrumento (LGAVINI, 2018).


2. OBJETIVOS


O objetivo dessa revisão de literatura é de demonstrar a evolução das limas endodônticas, dos sistemas e como a tecnologia tem colaborado com o cirurgião dentista. É possível compreender o mecanismo de cada sistema implantado na endodontia e os tipos de materiais utilizados na confecção das limas endodônticas e como isso pode beneficiar para um tratamento de excelência, evitando iatrogenias devido a flexibilidade de cada um. Também comparar e demonstrar a evolução de sistemas rotatórios e reciprocantes utilizados em endodontia.


3. REVISÃO DE LITERATURA


Instrumentos endodônticos manuais são geralmente confeccionados por aço inoxidável, as técnicas que utilizam esses instrumentos são mais complexas onde várias limas e brocas devem ser utilizadas deixando o tratamento demorado. Após a inovação nas ligas metálicas para a confecção de limas endodônticas alguns sistemas começaram a ser lançados, esses sistemas podem ser de uso de uma lima de Nitinol apenas, com isso o tratamento se torna de fácil execução para o cirurgião-dentista e de maior conforto para o paciente (LOPES; BORTOLINI, 2014).


3.1 SISTEMA ROTATÓRIOS


3.1.1 PROTAPER UNIVERSAL


O sistema Protaper da marca Dentsplay foi lançado em 2001, na Suíça. A inovação desse sistema se dá pela diferença de conicidade ao longo do instrumento. Foi lançado em 2003 o Protaper manual, para menor fadiga cíclica e torção, mas, em 2006 foi lançado dois sistemas: Protaper tratamento e Protaper retratamento (WEBBER, CASTELLUCCI e WEST, 2005; LEONARDO & LEONARDO, 2009).



Figura 1 – Protaper Manual



Figura 2 – Protaper Universal

A Protaper Universal possui a secção transversal triangular cônvoca ou convexa (milleifer).




Figura 3 – Secção transversal Protaper Universal



3.1.2 PROTAPER NEXT


O Sistema protaper next possui secção transversal retangular, cabo menor facilitando a acesso a pré-molares e um desenho que proporciona movimento assimétrico, que reduz pontos de contato da parede do canal com o instrumento. Esse sistema tem os tamanhos: 17/.04, 25/.06, 30/.07, 40/.06 e 50/.06. Possui conicidade variável e é fabricada com a liga de NITI chamada M Wire, que permite maior flexibilidade (PATEL, 2015).


Figura 4 – Protaper next




Figura 5 -Secção transversal Protaper Next



3.2 SISTEMA DE LIMAS RECIPROCANTES


Yared em 2008 baseado na Terceira lei de Newton, Forças Balanceadas, que afirma * A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade: as ações mútuas de dois corpos um sobre o outro são sempre iguais e dirigidas em sentidos opostos e também baseado no que afirmava Roane et.al 1985 que fazia movimentos sentido horário e sentido apical e sentido anti-horário para aliviar a fadiga do instrumento em canais curvos, iniciou o uso de uma única lima de movimento recirpocante para preparo biomecânico dos canais radiculares, a escolha foi a Protaper r F2 com movimento reciprocante. Para desenvolver esta nova técnica foi usada o motor elétrico italiano ATR que tinha um movimento de 120° no sentido horário e 30° no sentido contrário (VILAS BOAS et al., 2013).

Com o sucesso do uso desse instrumento com o movimento reciprocante foram lançados mais dois sistemas de mesmo movimento, o Reciproc (VDW, Munich, Germany) e o WaveOne (DentsplyMaillefer, Ballaigues, Switzerland) (PEREIRA, SILVA e FILHO, 2012).


3.2.1 SISTEMA RECIPROC


O sistema Reciproc foi lançado por Yared em 2011 através da empresa VDW, com três instrumentos, ficando o critério de escolha pelo operador, de acordo com a anatomia e outros fatores do dente e canis a serem instrumentados.

As limas possuem a seguinte configuração

1. R25 (apresentando diâmetro de ponta #25 e conicidade.08)

2. R40 (apresentando diâmetro de ponta #40 e conicidade .06) 3. R50

(apresentando diâmetro de ponta #50 e conicidade.05) (YARED, 2011)


Figura 6 – Sistema Reciproc



As limas desse sistema possuem a secção transversal em formato de "S", que vai sentido horário cortando dentina em direção ao ápice, e volta sentido anti-horário direção a coroa desprendendo a dentina.


A seleção das limas do Sistema Reciproc é feita através de uma análise de radiografia inicial. A lima R25 é escolhida quando se considera o canal radicular estreito, isto é, fica invisível ou parcialmente visível. Em outras situações, que a radiografia exibe claramente o canal radicular, tal canal será classificado médio ou largo, nesses casos uma lima de tamanho 30 do tipo k necessitará ser colocada no canal radicular de forma passiva, isto é, de forma suave, no comprimento de trabalho. Caso essa lima que foi colocada no canal radicular chegar ao CT, o canal será considerado como médio. Se a lima for até o comprimento aparente do dente, o canal passa a ser considerado como amplo. Se caso uma lima de tamanho 30 atinja o CT, seleciona-se a R50, caso uma lima 20 atinja o comprimento, usa-se a lima R40, e se uma lima 20 não atingir o comprimento, usa-se a lima R25 (YARED, 2008).


Figura 7


Para a utilizar esse sistema de limas o fabricante indica o motor de mesma marca, o Motor VDW Gold, ele opera 10 ciclos de vai e volta por segundo, equivalendo a 300 rpm. O ângulo de movimento sempre será inferior ao modulo de elasticidade do instrumento com a finalidade de diminuir o risco de fratura da lima no interior do canal radicular (LOPES; BORTOLINI, 2014).


Figura 8 – Motor vdw Gold



3.2.2 RECIPROC BLUE


Yared em 2016 lançou uma versão da Reciproc, a Recirpoc Blue, também fabricado pela VDW. A principal diferença desse sistema é a mudança na microestrutura da liga de NI-TI. A cor azul se dá pelo tratamento térmico. Já sua secção transversal é em formato "S" só que com duas arestas de corte e ponta inativa (GÜNDOGAR e OZYÜREK, 2017).


Figura 9 – Secção transversal Reciproc Blue


3.2.3 SISTEMA WAVE ONE


O Sistema Wave One, vem do conceito instrumento único, utilizada para a descontaminação e modelagem do canal radicular. Segundo webber et al 2018, com apenas um instrumento o risco de fratura de lima por fadiga é mínimo.

O WaveOne dispõe de uma secção que muda ao longo eixo do instrumento, perto do cabo e na parte média tem formato de triângulo com lados convexos, e mais perto da ponta o triângulo sofre uma adição de concavidade (MACHADO et al., 2012).


Figura 10 - Secção transversal Wave One


Nesse sistema há disponível três tipos de limas com conicidade e diâmetros variados. A lima Small é a menor, utilizada quando o instrumento foraminal foi #10, a Primary que é a mais utilizada, e a Large que é utilizada quando o instrumento foraminal utilizado for o #20, segundo Machado, 2012.


As limas do sistema WaveOne são:


1-WaveOne Small com 0,21mm de diâmetro e taper 0,06 constante.

2- WaveOne Primary com 0,25 mm de diâmetro e taper 0,08 diminuindo

gradativamente até a parte coronária final.

3-WaveOne Large com 0,40 mm de diâmetro e taper de 0,08 diminuindo

gradativamente até a parte coronária final.


Figura 11- Limas WaveOne


O Sistema WaveOne tem movimento diferenciado do Sistema Reciproc, no Wave One a lima gira 170° sentido horário e 50° sentido anti-horário. Os instrumentos do sistema são usados com um contra-âgulo que age com um motor do sistema, o WaveOne motor, que tem uma programação para gerar a mudança de angulação oscilatória, velocidade e torque, variando para cada instrumento (WEBBER, 2018).


Figura 12 – Motor WaveOne


3.2.4 SISTEMA WAVE ONE GOLD


O Sistema WaveOne Gold possui um motor, e limas de pré alargamento, conhecidas como PathFile ou ProGlider, e as limas para preparação do canal. Esses instrumentos ficam separados e estéreos diminuindo o risco de infecção cruzada, e também diminuindo o risco de fratura, já que é de uso único, segundo a Denstplay. A vantagem da WaveOne Gold para a Wave One é a diferença na conicidade que da gold é de 0,7 para 0,8 das tradicionais, o que confere ao sistema Gold maior elasticidade. As limas têm a seguinte conicidade e diâmetro:


1 - Small, com diâmetro 20mm e conicidade .07

2 - Primary, com diâmetro 25mm e conicidade.07 (Utilizada na maioria dos casos, segundo o fabricante)

3 - Medium, com diâmetro 35mm e conicidade .06

4 - Large, com diâmetro 45mm e conicidade .05


Figura 13 – Motor WaveOne



4. DISCUSSÃO


Os tratamentos endodônticos desde os primórdios eram realizados com instrumentos manuais de aço inoxidável, porém essas mesmas com baixo grau de elasticidade acabava provocando retificação em canais curvos, perfurações, fraturas de instrumentos, entre outras complicações durante a instrumentação dos canais radiculares (BERGMANS, 2003; KUNERT, 2010; DEPLAZES, 2001).


Devido aos acidentes havia uma busca por novas técnicas e/ou materiais que possibilitariam um tratamento endodôntico mais seguro, eficaz e mais rápido consequentemente. Foi onde houve a elaboração de novas tecnologias, tais como a secção transversal romboidal, logo também veio a inovação nos materiais e a utilização de ligas de Ni-Ti na confecção de limas endodônticas.


Com estudos foi constatada maior elasticidade, flexibilidade, biocompatibilidade e eficiência de corte desses instrumentos (GAMBILL, 1 996; GAVINNI, 2012; THOMPSON, 2000; WALIA, 1988).


Dispondo desses instrumentos melhorados acionados em motores de movimentos rotatórios e reciprocastes seu uso foi evidenciando que também poderia haver acidentes com esses instrumentos como fraturas por fadiga cíclicas, fazendo com que a busca para melhorar ainda mais essas tecnologias nunca parasse. Segundo Yared (2001) o uso de limas de Ni-Ti, proporciona um melhor trajeto pela luz do canal e menor deformidade na instrumentação. Yared utilizou uma lima ProTaper com movimentos reciprocantes utilizando como base as forças de Roane.


Diversos autores compararam os movimentos reciprocantes e rotatórios em diversos estudos, comprovando que os instrumentos de movimentos reciprocantes conferem maior vantagem sobre os de movimentos rotatórios quanto a maior resistência, maior tempo de vida útil do instrumento, maior capacidade de manter a centralização do canal, causaram menor extrusão de Debris, ou seja, ocorreu uma menor extrusão de restos dentinários para o periapice (ALVES, 2012; ARIAS, 2012; BERUTTI, 2012; KIM, 2012; PLOTINO, 2012).


5. CONCLUSÃO


Com os avanços da tecnologia podemos ser mais confortáveis em realizamos tratamentos com limas de uso único, rotatórias ou reciprocantes. Porém não há um sistema perfeito, o importante é utilizar a cinemática correta de cada sistema.

Também muito importante os estudos, testes e buscas por novos avanços em materiais, formas e cinemática de instrumentos endodônticos.


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